domingo, 9 de dezembro de 2007

And your time in the Sun?

Pelo rumo que as coisas tomaram e pelo coração apertado, resolvi antecipar um tópico que só iria aparecer perto dos créditos finais. É quando surge uma vontade enorme de ouvir City and Colour ou Death Cab For Cutie, ou quando eu ouço qualquer coisa e tudo tem um encaixe perfeito. Uma espécie de fúria de sentimentos, adicionados a uma tempestade de pensamentos, me tiram o fôlego e a compreensão. E é aí que eu me sinto viva e tudo o que eu falo ganha menos sentido e mais veracidade. Então resolvi falar de outras pessoas importantes de 2007, algumas que me acrescentaram bastante.
As que saíram da minha vida, levaram com elas um pedaço meu. As que ficaram pela metade levaram um pedaço ainda maior. Ambas esqueceram aqui uma parte (significativa) delas. E a que se posiciona hoje ao meu lado, agüentando minhas burrices e tagarelices, divide comigo o que restou de mim.

Não posso alegar que sou grata por todos. Mas, sem dúvida alguma, a evolução por aqui é mais que certa. O número de pessoas dispensáveis que eu conheci é inversamente proporcional às pessoas maravilhosas.
Realmente tenho minhas dúvidas, se na balança os sorrisos verdadeiros pesaram mais que as lágrimas sofridas. Mas quando a bandeira quadriculada mostra que a chegada está próxima, olhar pra trás se torna tão gratificante que inibe alguns sinais de cansaço e, na maioria do tempo, dá sensação de vitória. Aí quando se vence o desejo é só de descansar, comemorar e achar que o esforço valeu a pena. Comigo não é muito diferente, se não fosse pelos outros fracassos. Nunca fui capaz de enxergar a tal bandeirinha quadriculada, quanto mais perceber algum sinal de vitória... nem linha de chegada eu vi. E nessa corrida-do-saco a dois, a fumaça encobria o caminho e a falta de companhia dificultava o término da corrida. Mas no final das contas eu aprendi a assoprar a fumaça e acelerar, mesmo que com a visão enfraquecida e o motor velho, a força de vontade tava do meu lado.
E nem todas as metáforas te fariam entender certas coisas, eu ainda não sei da arte de explicar o que eu também não entendo. Só sei que respirar fundo nunca foi tão intimidador como têm sido nesses meses, assim como tentar dormir sem sono é minha pior tortura. Faria diferente em alguns pontos, mas nada que modificasse tanto assim meu final. Hoje eu carrego comigo todos os detalhes e mantenho ao lado das minhas fraquezas, que é pra tentar enfrentar com mais seriedade. As explicações eu guardei pra quem quiser ouvir, por que bater a cabeça na parede com a única função ganhar galos deixou de ser divertido.