sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

For a season or two in the Sun.

Com essa história de correr atrás de nota, pra saber do meu estado estudantil, acabei esquecendo que minha vida tava muito em clima de despedida. Foi bom enquanto durou, mas hoje tremi na base. Com tanta gente saindo do país, do estado e das minhas manhãs, ficou difícil dizer que não queria todo mundo sempre junto, desempenhando o mesmo papel.
Hoje resolvi passar 30 minutos do meu dia ouvindo, com os olhos fixados e os ouvidos bem abertos, o que alguém com bem mais experiência que eu tinha a dizer. E não me arrependi nem de meio segundo. Esse alguém me falou sobre responsabilidade e assuntos que me atormentam a cabeça, mas o ápice do assunto foi quando o foco foi a tal da mudança. Nunca aceitei muito bem perder o que era meu ou ganhar algo que, olhando por cima, julgava desnecessário e hoje fiquei mais tranqüila. Então o segundo tema da retrospectiva são as pessoas cruciais de 2007, ou as que contribuíram pra esse ano, ou as que eu tiver vontade de citar.
Pra mim esse tópico da retrospectiva tá no TOP 3 e sempre esteve, desde os tempos de agenda citados ontem. E é de suma importância que fique bem claro que as pessoas que me rodeiam sempre foram mais que muletas, para minhas pernas cansadas. Ou, se preferir, o colírio para meus olhos cansados. E como sei onde aperta meu sapato, sigo com as frases clichês pra combinar com retrospectiva.


Ps: Dentro desse tópico têm dois outros tópicos. Cansou de tópicos? Eu já.

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Carta aos amigos:

Eu me pergunto diariamente onde foi que eu acertei, pra chover tanta gente da melhor qualidade no meu jardim. Tá certo que o negócio nunca foi e nem nunca vai ser completamente homogêneo, mas por aqui uma maçã podre não estraga as outras. Coloquei na balança e as alegrias tiveram tamanha proporção, que não foi preciso esperar pra ver qual lado descia e qual subia. É tanta felicidade que nem cabe e eu, sempre, só tenho a agradecer. Uma vez disseram que meu sorriso ficou menos tímido esse ano. Esse sorriso que não dá pra segurar somado ao brilho nos meus olhos, que me toma conta e me faz sentir como se fosse a única pessoa do mundo a existir, e a ter tanta felicidade. Vai ver foi por isso que me tornei egoísta assim, por achar que ninguém mais no mundo tinha tanto a agradecer. E se eu vier a ser um terço do que são as pessoas que eu escolhi pra ter ao meu lado, minha lista de agradecimentos vai ser interminável. E por aqui continua o mesmo jogo, o carinho não é pouco, o esforço é exagerado e a reciprocidade chega a ser ridícula de forte. Quem fez bonito sabe e, de novo, obrigada.


Carta à família:

A facilidade tomou outro rumo (que não foi o nosso) já fazem alguns (muitos) anos, mas a felicidade não. Num contexto geral e fazendo qualquer tipo de análise eu não consigo obter um resultado final. Eu não lembro quando as coisas começaram a complicar, só sei que os problemas têm características diferentes e não cabe a minha pessoa julgar a dificuldade, se o ano foi melhor, pior ou igual. Só vieram novas dificuldades, somadas à novas metas e novas situações. Desenvolver esse assunto ainda é um enigma pra mim, então vou por partes.
Foi difícil vencer esse ano pra minha irmã menor. Mas mesmo assim arrisco ter atingido uma boa parte do esperado, no cargo de irmã. Foi mais tempo junto, apertando, ensinando e aprendendo. Vê-la crescer assim, feliz é impagável.
E há quem diga que, pro meu irmão, também. Atrás daquela máscara de palhaço, cresceu e aprendeu valores, que mesmo com atrasado, aprendeu. Nossa relação melhorou consideravelmente. Muita carona, felicidade, amor e palavrão.
Acho que não é novidade pra ninguém, que me conheça um pouco, que 2007 deixou a desejar pro meu pai. Mas esse assunto já estava nas minhas últimas retrospectivas e pouca coisa me sobrou pra falar.
Pra minha mãe a linha de crescimento foi a mesma. Mas essa é uma área desconhecida pra mim, não posso opinar muito. Compensando a falta de palavras ali, sobra aqui. Pra falar da nossa relação eu usaria umas 900 linhas, só desse ano. Só tenho a agradecer (de novo) a quem abriu meus olhos a tempo, e me fez perceber a imensidão que eu ainda não conhecia da minha mãe.

E ficou tudo muito clichê, mas pra mim é novidade detalhar coisas significativas da minha vida.