domingo, 16 de dezembro de 2007

Why does it always rain on me?

Eu não sei se te falta ar, se você (mais uma vez) tropeçou e ficou com vários roxos. Não sei se teu café queimou tua língua, tampouco se você deu bom dia pro Sol essa manhã. Não sei se o vizinho te irritou com o cortador de grama ligado, em pleno domingo e às 8 horas da manhã. E eu procurei saber. Procurei em mim, se tinha alguma informação tua pra me alegrar... Mas não encontrei. Por que a maior parte minha deixou o egoísmo de lado e quer acertar dessa vez. Quer que a felicidade volte a andar do mesmo lado que você e sabe dos sacrifícios. Do nó na garganta ao te ver passar longe e do vazio que me preenche a cada hora que passa. As sensações que me abarrotam e parecem ganhar mais força a cada segundo.

Deletei as esperanças que me levavam até você e me agarrei na única que me restou, o peso de acertar. É a necessidade em acreditar que meus passos não vão me trair amanhã e que é melhor assim. Então eu me fixo em pequenas coisas que me afastam da nossa realidade, mesmo que na maioria do tempo eu ainda pense nos seus óculos tortos. Mesmo que esse seja um dos maiores buracos que se infiltraram no meu coração.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Seems that I'm still waiting for the sun.

Depois de incontáveis tentativas falhas de continuar (decentemente) com essa retrospectiva, eu me dei conta que mais é menos. É novidade só aqui. Foi questão de alguns dias, que me pareceram anos, pra eu aprender que em vários aspectos o menos vira mais num piscar de olhos. Mas essa retrospectiva perdeu a decência antes mesmo de ganhar, antes mesmo da palavra que usei pra começa-la. Esse é o tópico mais importante desse clichê: eu.

E então eu queria acreditar que, pelo menos dessa vez, minhas palavras deixariam a timidez de lado e escorreriam até as pontas dos meus dedos. Não sei se deixei claro a espessura da minha dificuldade, quando se trata em detalhar coisas difíceis de digerir. Coisas pessoais demais pra poder ficar expondo. Talvez depois de bater tanto a cabeça na parede, eu acabo me vendo sem saída, tendo que escolher.
Impus que me acostumasse a não só abrir os olhos, ao acordar, mas também os ouvidos.
Me fiz mais coração do que reflexão e continuei com metade dos meus velhos conceitos. Os novos me soam como o barulho do mar e os antigos me servem como base.

Tenho a calma necessária que costumava me faltar, tenho tanto e tão pouco. A instabilidade não deixou de vir logo atrás de mim, mas me juntei ao inimigo e quebrei meus próprios limites. Fui além, me desencontrei e encontrei muitas vezes. Me descobri a pessoa mais sensível que eu conheço e não surtei por isso. Me senti completa e vazia, sucessivamente, me pareceu até brincadeira. Apelei pra compaixão e digo em alto e bom som: fiz de coração. Cada segundo foi verdadeiro. Até mesmo quando fiz errado, sabia, e continuava fazendo.
“I'm a mess, I guess.
It's what I asked for, it's what I needed.” ¹
Depois de algum tempo errando e pouco se arrependendo, consegui me arrepender por inteiro. Errei e se pudesse fazer de novo, faria completamente diferente.
Minhas teorias sobre o auto-conhecimento, sobre os dias e as noites, sobre você e eu e até sobre a Kate Moss aumentaram gradativamente.
Então, como me tornei dois oitavos mais responsável, vou estudar pra minha prova final. E no final as palavras não deixaram a timidez de lado...


¹MAE - Sun

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

The Sun was barely coming up.

Parando de seguir por ordem de prioridade, ou do que mais habita minha cabeça, passo para mais um assunto da retrospectiva. Acho que o mais desnecessário, mas nem ligo.



Curiosidades:


Esse ano eu fui capaz de vários feitos. Dentre eles:

Perdi muito dinheiro. Não lembro exatamente quanto foi (ainda bem, seria muita tristeza), mas com certeza não foi pouco. Pior que perder dinheiro diretamente, é perder indiretamente. E eu consegui perder um celular (do meu irmão ainda) e um mp4, na mesma noite. Perdi maquiagem cara, derrubei uns drinks que... UAU. Perdi cerca de cinco pares de brincos, quebrei mais três pares e perdi três colares e quebrei uns seis. Perdi inúmeras pulseiras, três blusas de frio e ainda me pergunto aonde foram parar algumas roupas minhas. Quebrei um par de sapatos, destruí outro par de sandálias. Coloquei meu celular na máquina de lavar e uns 2 meses depois perdi outro, em um show. Engordei no carnaval, não consegui emagrecer. Engordei mais durante o ano e continuo um bolinho. Ganhei mais presentes esse ano do que em 2006. Estraguei o teclado com acetona, o sofá, um acolchoado, alguns móveis e algumas roupas também. Derrubei gelatina no freezer e até hoje existem resquícios dela lá. Fui muitas vezes no hospital (ver meu pai) e não reclamei por isso! Melhor ainda, até fui fazer exames no hospital. Fiquei na sala enquanto a aula era sobre tubarões (e reclamei MUITO por isso, tapei ouvidos e tudo mais). Bati o recorde de vezes ao ano que fui ao James/Wonka, bati o recorde de quantas vezes bebi até perder os sentidos, bati o recorde de quantas vezes ouvi Radiohead, bati vários recordes não muito discretos e nada orgulháveis. E falando sobre música esse ano não foi lá muito promissor, continuei ouvindo 90% das bandas que eu já ouvia antigamente. Nesse carnaval coloquei biquíni, e entrei no mar. Tá certo que a praia era meio deserta e a água era só até os joelhos. Mas pra mim isso é uma grande evolução. Meus amores de 2007 foram bem mais intensos que os do ano passado. Meu desentendimento familiar foi menor, mas não o suficiente pra cantar vantagem.


Enfim, poderia passar a vida inteira citando coisas que até eu duvido que me aconteceram esse ano (especialmente quando estou em certas companhias), mas nem eu teria paciência de ler de novo.


PS1: Eu tenho horror a hospital.
PS2: Se eu uso alguma referencia de medo, com certeza é o meu medo de tubarões. Por isso e por achar nojento eu evito o mar. Mas tenho uma sensação ótima só de olhar o mar. Mas essa é outra história.

domingo, 9 de dezembro de 2007

And your time in the Sun?

Pelo rumo que as coisas tomaram e pelo coração apertado, resolvi antecipar um tópico que só iria aparecer perto dos créditos finais. É quando surge uma vontade enorme de ouvir City and Colour ou Death Cab For Cutie, ou quando eu ouço qualquer coisa e tudo tem um encaixe perfeito. Uma espécie de fúria de sentimentos, adicionados a uma tempestade de pensamentos, me tiram o fôlego e a compreensão. E é aí que eu me sinto viva e tudo o que eu falo ganha menos sentido e mais veracidade. Então resolvi falar de outras pessoas importantes de 2007, algumas que me acrescentaram bastante.
As que saíram da minha vida, levaram com elas um pedaço meu. As que ficaram pela metade levaram um pedaço ainda maior. Ambas esqueceram aqui uma parte (significativa) delas. E a que se posiciona hoje ao meu lado, agüentando minhas burrices e tagarelices, divide comigo o que restou de mim.

Não posso alegar que sou grata por todos. Mas, sem dúvida alguma, a evolução por aqui é mais que certa. O número de pessoas dispensáveis que eu conheci é inversamente proporcional às pessoas maravilhosas.
Realmente tenho minhas dúvidas, se na balança os sorrisos verdadeiros pesaram mais que as lágrimas sofridas. Mas quando a bandeira quadriculada mostra que a chegada está próxima, olhar pra trás se torna tão gratificante que inibe alguns sinais de cansaço e, na maioria do tempo, dá sensação de vitória. Aí quando se vence o desejo é só de descansar, comemorar e achar que o esforço valeu a pena. Comigo não é muito diferente, se não fosse pelos outros fracassos. Nunca fui capaz de enxergar a tal bandeirinha quadriculada, quanto mais perceber algum sinal de vitória... nem linha de chegada eu vi. E nessa corrida-do-saco a dois, a fumaça encobria o caminho e a falta de companhia dificultava o término da corrida. Mas no final das contas eu aprendi a assoprar a fumaça e acelerar, mesmo que com a visão enfraquecida e o motor velho, a força de vontade tava do meu lado.
E nem todas as metáforas te fariam entender certas coisas, eu ainda não sei da arte de explicar o que eu também não entendo. Só sei que respirar fundo nunca foi tão intimidador como têm sido nesses meses, assim como tentar dormir sem sono é minha pior tortura. Faria diferente em alguns pontos, mas nada que modificasse tanto assim meu final. Hoje eu carrego comigo todos os detalhes e mantenho ao lado das minhas fraquezas, que é pra tentar enfrentar com mais seriedade. As explicações eu guardei pra quem quiser ouvir, por que bater a cabeça na parede com a única função ganhar galos deixou de ser divertido.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

For a season or two in the Sun.

Com essa história de correr atrás de nota, pra saber do meu estado estudantil, acabei esquecendo que minha vida tava muito em clima de despedida. Foi bom enquanto durou, mas hoje tremi na base. Com tanta gente saindo do país, do estado e das minhas manhãs, ficou difícil dizer que não queria todo mundo sempre junto, desempenhando o mesmo papel.
Hoje resolvi passar 30 minutos do meu dia ouvindo, com os olhos fixados e os ouvidos bem abertos, o que alguém com bem mais experiência que eu tinha a dizer. E não me arrependi nem de meio segundo. Esse alguém me falou sobre responsabilidade e assuntos que me atormentam a cabeça, mas o ápice do assunto foi quando o foco foi a tal da mudança. Nunca aceitei muito bem perder o que era meu ou ganhar algo que, olhando por cima, julgava desnecessário e hoje fiquei mais tranqüila. Então o segundo tema da retrospectiva são as pessoas cruciais de 2007, ou as que contribuíram pra esse ano, ou as que eu tiver vontade de citar.
Pra mim esse tópico da retrospectiva tá no TOP 3 e sempre esteve, desde os tempos de agenda citados ontem. E é de suma importância que fique bem claro que as pessoas que me rodeiam sempre foram mais que muletas, para minhas pernas cansadas. Ou, se preferir, o colírio para meus olhos cansados. E como sei onde aperta meu sapato, sigo com as frases clichês pra combinar com retrospectiva.


Ps: Dentro desse tópico têm dois outros tópicos. Cansou de tópicos? Eu já.

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Carta aos amigos:

Eu me pergunto diariamente onde foi que eu acertei, pra chover tanta gente da melhor qualidade no meu jardim. Tá certo que o negócio nunca foi e nem nunca vai ser completamente homogêneo, mas por aqui uma maçã podre não estraga as outras. Coloquei na balança e as alegrias tiveram tamanha proporção, que não foi preciso esperar pra ver qual lado descia e qual subia. É tanta felicidade que nem cabe e eu, sempre, só tenho a agradecer. Uma vez disseram que meu sorriso ficou menos tímido esse ano. Esse sorriso que não dá pra segurar somado ao brilho nos meus olhos, que me toma conta e me faz sentir como se fosse a única pessoa do mundo a existir, e a ter tanta felicidade. Vai ver foi por isso que me tornei egoísta assim, por achar que ninguém mais no mundo tinha tanto a agradecer. E se eu vier a ser um terço do que são as pessoas que eu escolhi pra ter ao meu lado, minha lista de agradecimentos vai ser interminável. E por aqui continua o mesmo jogo, o carinho não é pouco, o esforço é exagerado e a reciprocidade chega a ser ridícula de forte. Quem fez bonito sabe e, de novo, obrigada.


Carta à família:

A facilidade tomou outro rumo (que não foi o nosso) já fazem alguns (muitos) anos, mas a felicidade não. Num contexto geral e fazendo qualquer tipo de análise eu não consigo obter um resultado final. Eu não lembro quando as coisas começaram a complicar, só sei que os problemas têm características diferentes e não cabe a minha pessoa julgar a dificuldade, se o ano foi melhor, pior ou igual. Só vieram novas dificuldades, somadas à novas metas e novas situações. Desenvolver esse assunto ainda é um enigma pra mim, então vou por partes.
Foi difícil vencer esse ano pra minha irmã menor. Mas mesmo assim arrisco ter atingido uma boa parte do esperado, no cargo de irmã. Foi mais tempo junto, apertando, ensinando e aprendendo. Vê-la crescer assim, feliz é impagável.
E há quem diga que, pro meu irmão, também. Atrás daquela máscara de palhaço, cresceu e aprendeu valores, que mesmo com atrasado, aprendeu. Nossa relação melhorou consideravelmente. Muita carona, felicidade, amor e palavrão.
Acho que não é novidade pra ninguém, que me conheça um pouco, que 2007 deixou a desejar pro meu pai. Mas esse assunto já estava nas minhas últimas retrospectivas e pouca coisa me sobrou pra falar.
Pra minha mãe a linha de crescimento foi a mesma. Mas essa é uma área desconhecida pra mim, não posso opinar muito. Compensando a falta de palavras ali, sobra aqui. Pra falar da nossa relação eu usaria umas 900 linhas, só desse ano. Só tenho a agradecer (de novo) a quem abriu meus olhos a tempo, e me fez perceber a imensidão que eu ainda não conhecia da minha mãe.

E ficou tudo muito clichê, mas pra mim é novidade detalhar coisas significativas da minha vida.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

This Sun is melting my skin.

Pausa para a minha retrospectiva 2007 e primeiramente:
- A retrospectiva é minha. Acho que já deu pra perceber que esse blog é completamente egocêntrico e, de vez em quando, pode até ter um pedaço de alguma posição minha quanto às coisas erradas que eu e você conhecemos desse mundo. Mas por hora, sou eu e meu umbigo.
- Chances mil de: eu não conseguir terminar, nunca consigo terminar a maioria das coisas que começo. De você não entender lhufas. De ficar chatopracaralho ou de ficar muito, mas muito detalhado.

Eu fiquei em dúvida se começaria por janeiro, mas não sou boa em seguir regras à risca e iria me desviar fácil do foco. Então optei pelo que me afeta mais no momento: saúde. Acho que dentre todas as minhas retrospectivas, até aquelas que foram escritas na agenda e depois jogadas no lixo, nenhuma teve tanto espaço pra minha saúde. Tá certo que em 2003 eu sofri mais que a vida com anemia e gastrite, até minha praia de 2004 foi só tristeza (mentira, mas doeu). Ou quando minha garganta me incomodava 30 vezes ao ano e eu ficava realmente muito irritada. Sempre caía em festa, até no meu aniversário já tive 40° de febre (como diziam os caras do Twister) e até delirei. Mas tudo isso foi fichinha pra esse ano.
Minha reminiscência não coopera muito, mas meu carnaval de 2007 deixou marcas. Já no último dia da nossa grande estadia em Balneário Camboriú meu ouvido começou a reclamar. Dali pra frente foi só preocupação, fiquei com a maior das infecções de ouvido. E tudo isso devido ao meu companheiro de apê, que via o ar condicionado ligado, ria e voltava a dormir. Meu médico já me considera a paciente mais freqüente e eu já cansei de fazer a trajetória: Carlos de Carvalho – Rua XV. Lá por agosto até influenza eu peguei. Foi assim, três semanas de cada mês, doente. E com essa subvida eu fui levando. E agora em pleno dezembro, em clima pré-férias, tô infectada DE NOVO e nem sei ao certo com o qual dos vírus.
E, contrariando todo o enredo, marquei ponto esse ano. Foram mínimas as vezes em que tomei remédio e fiz coisa errada em seguida, evitei ao máximo pegar chuva e acordava de madrugada pra seguir as horas dos remédios. Porém os pés sem meia e no chão, permaneceram. Conseqüências eu sempre soube que haveriam, o problema é quando foge do meu controle. E agora vou tomar banho e correr pra Carlos de Carvalho. Tento terminar isso quando voltar ou quando me sentir melhor.

domingo, 2 de dezembro de 2007

The sun and the moon.

Minha cabeça é completamente esquisita e isso até quem não me conhece sabe. Mas eu aposto como essas coisas não acontecem só comigo.
Hoje foi a comemoração do aniversário de uma amiga minha, e a festa que a gente prepara pra ela é igual todo o ano. Ela suspeita da existência de uma festa, mas sempre tá de pijama. São os mesmos antigos amigos e de novidade só os namorados (que já estão na “família” faz mais de ano). Então o papo é sempre o mesmo e gira em torno de “como as coisas eram mais fáceis no passado”. E na verdade isso é muito verdade. Quem vai comparar os nossos tempos de show no final de semana e 5 aulas por dia com: trabalhar o dia inteiro e estudar à noite, ou se dividir em 25 pra pagar todas as contas? Ta certo que, nessa parte, pra mim a alteração foi mínima. Mas tem sempre um lado que pesa mais e, apesar de um dos meus maiores problemas terem genealogia lá daquela época, hoje em dia nem se compara. E então a cabeça só guarda o que convém. Parece que o esquema funciona da maneira mais bucólica, no pensamento só te vem coisa boa. Mas na hora de viver e ter medo, são as marcas que assumem o controle. Eu já vi muita gente por aí se gabando por 2004 e 2005. Cantando vitória e esquecendo que o porquê dos últimos fracassos tá bem ali, misturado no fastígio da felicidade.
É parecido com quando você achava que saber na teoria era o suficiente pra te tornar especialista na arte de viver. Aí chegou um estraga-prazeres e te disse que viver tomava 80% da importância do saber, que teoria era bosta e que você, provavelmente, ia mudar de pensamento num piscar de olhos. E o pior de tudo é que isso de fato aconteceu. E você ficou com cara de pudim e odiando não saber de tudo.
É quando você pára de querer viver de novo e vê que mesmo se existisse uma máquina do tempo, ela ia ser legal uma vez só. É que mudar faz parte da lição de casa (que você faz todos os dias quando chega em casa, antes de sair pra brincar). E que tua realidade tem mais prós que contras, e que tua mente precisa disso. Precisa seguir nesse ritmo e que tua evolução tem cara de anomalia, mas olhando uma segunda vez é até mais bonita que o teu ontem.
E aí mesmo você percebendo que mais fácil não é necessariamente o melhor, você lembra que teoria é bosta e que amanhã é um novo dia pra lembrar das tuas velhas primaveras e dizem em alto e bom som: SINTO SAUDADES E QUERO DE NOVO!