Boa tarde. Eu sou impulsiva, mas isso não é um estilo de vida. É só um pedaço de mim que ressalta quando fico ansiosa e quero explodir. Até por que nem conseguiria ser tão impulsiva assim, penso demais e seria contraditório demais.
Mas enfim, essa é uma atitude impulsiva. Estava revirando meus textos salvos e encontrei esse aqui. É antigo e até tem data, mas aí acabaria com todo o mistério, né? É.
Prefiro sentir saudades.
Não quero mais minha antiga e fraca definição de felicidade. Ter potes de tranqüilidade satisfazendo meus anseios, ou achar que vivia bem sem a tal da intensidade. Até que vivo bem, mas sabes bem que prefiro o extremo, sabes que adoro enlouquecer e dizer que larguei mão e sabes melhor ainda das impossibilidades que me chamam atenção. Sabes bem de mim e ainda me conta em tom de piada, do jeito que mais me cativa. Foram só uns 10 dias e já sabes o passo a tomar e o que não fazer (e ainda faz parecer descuido, como quem me apaixona sem querer). Não gosto do tom que fala das tuas verdades como se fossem universais, me faz querer descobrir mais do que conheço em você, me instiga teus mistérios, me tira do controle e me conquista.
Tua sinceridade ficou com o prêmio na corrida versus meu dever de te manter fora. É completamente impossível te parar, me parar. Sabes que não teve plano, não teve nada e teve tudo. Não faço idéia se meu olhar consegue provocar um oitavo em você, do que o teu provoca
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Apesar de tudo, eu leio cada linha e lembro de cada segundo. Juro.
É essa a memória que eu quero sempre ter, nós dois sentados esperando meu ônibus e cada detalhe.