sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A long dream about the sun.

Eu sempre fui do time dos olhares. Sempre achei que dava pra decifrar teu humor, teu dia e até teu caráter por um olhar. É claro que isso é bobagem das grandes, as pessoas aprenderam a fingir até o olhar. Mas é que ontem tive muitas demonstrações da possibilidade de ainda continuar no mesmo time.

Falar que comecei me atrasando é mais que clichê, né? Perdi o primeiro ônibus, nem tinha saído de casa mesmo. Perdi o segundo, irritou. Tinha compromisso 20h e tinha acabado de perder o ônibus das 17h07min. Tinha descido em vão e ainda tive que subir a rua toda de volta, a rua toda!! Pois bem, 17:28 here we go. Fui subindo a rua e inventando de pegar ônibus no ponto de cima, ouvi um barulho de ônibus e só rezei pra que estivesse vindo e não indo. Tava indo. Lancei meu olhar mais triste-desiludido-e-desamparado para o motorista, que parou o ônibus pra mim. Bom, meu dia tava feito. Nunca tinha visto nada igual. Ele viu meu olhar, teve um bom coração e parou MUITO antes do ponto. Só pra mim.

Depois de ter feito uma longa caminhada, chegando depois de quase todo mundo, lá estava eu no MON, de novo. Minha mãe não aprovaria. E novamente lá estava o olhar. Em todo lugar, especialmente o olhar que acompanha o abraço.

Depois de fazer das tripas coração pra conseguir comer, chegar no horário e fazer minha mãe feliz, encontrei com ele. Mais uma vez presente, o olhar. Dessa vez não foi o olhar do melhor tipo, foi aquele em que você recebe e quer distância. Mas como diz uma vizinha querida minha: deixa que Deus cuida. E quem sou eu pra falar que não?



Sinceramente, eu não gostei de nenhuma linha de hoje (não que eu tenha lá um certo orgulho das linhas anteriores), então: um beijo pro empenho.