quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Eu tô engasgada e tive um pouco mais do que um bloqueio criativo. Meus olhos já molharam minha pele, duas vezes hoje, e o blog tá de férias... um beijo!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A long dream about the sun.

Eu sempre fui do time dos olhares. Sempre achei que dava pra decifrar teu humor, teu dia e até teu caráter por um olhar. É claro que isso é bobagem das grandes, as pessoas aprenderam a fingir até o olhar. Mas é que ontem tive muitas demonstrações da possibilidade de ainda continuar no mesmo time.

Falar que comecei me atrasando é mais que clichê, né? Perdi o primeiro ônibus, nem tinha saído de casa mesmo. Perdi o segundo, irritou. Tinha compromisso 20h e tinha acabado de perder o ônibus das 17h07min. Tinha descido em vão e ainda tive que subir a rua toda de volta, a rua toda!! Pois bem, 17:28 here we go. Fui subindo a rua e inventando de pegar ônibus no ponto de cima, ouvi um barulho de ônibus e só rezei pra que estivesse vindo e não indo. Tava indo. Lancei meu olhar mais triste-desiludido-e-desamparado para o motorista, que parou o ônibus pra mim. Bom, meu dia tava feito. Nunca tinha visto nada igual. Ele viu meu olhar, teve um bom coração e parou MUITO antes do ponto. Só pra mim.

Depois de ter feito uma longa caminhada, chegando depois de quase todo mundo, lá estava eu no MON, de novo. Minha mãe não aprovaria. E novamente lá estava o olhar. Em todo lugar, especialmente o olhar que acompanha o abraço.

Depois de fazer das tripas coração pra conseguir comer, chegar no horário e fazer minha mãe feliz, encontrei com ele. Mais uma vez presente, o olhar. Dessa vez não foi o olhar do melhor tipo, foi aquele em que você recebe e quer distância. Mas como diz uma vizinha querida minha: deixa que Deus cuida. E quem sou eu pra falar que não?



Sinceramente, eu não gostei de nenhuma linha de hoje (não que eu tenha lá um certo orgulho das linhas anteriores), então: um beijo pro empenho.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

We've got to put the sun back in our hearts.

Alguém escolhe um assunto pra eu defender? Ou pra abominar? Eu não sei mais do que falar. Vou falar de tatuagem, pode? Mas só se forem certas tatuagens.
É sério, preciso aprender a decidir. Se souberem de algum professor nessa área, meu e-mail é wesmile2times@yahoo.com.br e eu moro em Curitiba/PR (embora muitos não acreditem).
Mas não precisa vir com peixe. Me dá só a varinha e me ensina a pescar, por que eu preciso sentir orgulho do mérito só meu. Se não der, pode me vender um desenrolator de cabeçator tabajara que farei ótimo uso.
Tirando isso acho até que tá tudo bem. Ando comendo (até mais do que devia) bebendo (algo mais que água) e fazendo exercício (da minha cama pra sala/ da sala pra cozinha/ da cozinha pra sala/ da sala pro quarto). Alguém decide pra mim se eu quero que as férias acabem ou não? Um beijo.

domingo, 13 de janeiro de 2008

But I'm chasing the sun.

Na verdade nem importa mais, se for outra volta da montanha russa denominada ‘meu humor’, ou se for real. Só perceber que o conjunto todo tá quase andando lado a lado novamente, já me dá ânimo pra sair da cama. Estive por pouco no sofá e o suficiente. O bastante pra perceber que esse lado pode ser meu também. Mas decidi que seria temporário e resolvi levantar e olhar lá de fora.

Tenho feito coisas que não fazia há tempos, como arrumar o guarda-roupa, ir ao shopping, ir à cozinha e aprender. Voltei nos lugares onde já alcancei o mais alto e fui até o chão, e vi que poderia ser divertido de novo. Conheci lugares. Tudo tem sido feito com um sorriso de orelha a orelha e com a velha motivação. E até arranjei em quem colocar a culpa por todo o episódio de ontem: a triste solidão. Tem também o medo de mudar, que andou me fazendo visita. Desconfio dos responsáveis pela expulsão desses dois infratores, mas o que me satisfaz mesmo é o peso das boas notícias.

E então minha nova meta é conseguir respirar bem... de manhã. Constantemente.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

And the sun will set for you.

Boa tarde. Eu sou impulsiva, mas isso não é um estilo de vida. É só um pedaço de mim que ressalta quando fico ansiosa e quero explodir. Até por que nem conseguiria ser tão impulsiva assim, penso demais e seria contraditório demais.

Mas enfim, essa é uma atitude impulsiva. Estava revirando meus textos salvos e encontrei esse aqui. É antigo e até tem data, mas aí acabaria com todo o mistério, né? É.


Prefiro sentir saudades.

Não quero mais minha antiga e fraca definição de felicidade. Ter potes de tranqüilidade satisfazendo meus anseios, ou achar que vivia bem sem a tal da intensidade. Até que vivo bem, mas sabes bem que prefiro o extremo, sabes que adoro enlouquecer e dizer que larguei mão e sabes melhor ainda das impossibilidades que me chamam atenção. Sabes bem de mim e ainda me conta em tom de piada, do jeito que mais me cativa. Foram só uns 10 dias e já sabes o passo a tomar e o que não fazer (e ainda faz parecer descuido, como quem me apaixona sem querer). Não gosto do tom que fala das tuas verdades como se fossem universais, me faz querer descobrir mais do que conheço em você, me instiga teus mistérios, me tira do controle e me conquista.

Tua sinceridade ficou com o prêmio na corrida versus meu dever de te manter fora. É completamente impossível te parar, me parar. Sabes que não teve plano, não teve nada e teve tudo. Não faço idéia se meu olhar consegue provocar um oitavo em você, do que o teu provoca em mim. Tampouco se minha voz ganha a proporção que a tua ganha, quando falo contigo, só imagino. Essa incerteza que deixei de lado pra viver contigo o que tinha esquecido que poderia ser vivido, somada com a paz que você carrega quando vai me encontrar me dá vontade de sair dizendo por aí coisas clichês, me deixa com cara de bocó e com aquele jeito teenager. Mas isso tu já sabes também, sabe exatamente do que se trata. Sabe que tens meu coração. Existe dor, eu sei... mas encontrei você.


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Apesar de tudo, eu leio cada linha e lembro de cada segundo. Juro.

É essa a memória que eu quero sempre ter, nós dois sentados esperando meu ônibus e cada detalhe.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

If she wants me.

“Ooh! Get me away from here, I’m dying.” E eu não sei por quê. Conferi a lista nomeada “deveres e direitos” e tá tudo certo. E odiei. Odeio estar tudo bem na teoria, por que é proporcional: muito no papel e pouquíssimo no coração e na alma, quase nada. Até concordo, nem sempre foi assim. Mas revirei os arquivos da minha memória e não achei essa tal harmonia.

E não foi pra melancolia que eu dei voz. Larguei o otimismo e o pessimismo, me larguei. Larguei as tabelas e a vontade exagerada de explicar tudo ao meu redor, larguei a cabeça cheia de pensamentos argumentativos.

O problema é que eu não quero mais. Prefiro minhas longas linhas de pingos nos is, meus porquês e minha vontade de te fazer concordar à isso. Essa variação de humor absurda que venho enfrentado, a indiferença que insisto em carregar pra onde for.

Entenda que pra mim essa soma me soa como cair num abismo. Intensidade sempre jogou no meu time e essa água morna nunca me satisfez.

Então, indiferença... Pode ir embora agora. Já tive minha dose (exagerada) de você e quando sair certifique-se que a porta está fechada. Aliás, certifique-se também que decorou meus traços, que é pra lembrar que aqui você recebe tratamento péssimo e pra nunca mais voltar.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Esse Sol, faz favor? Em 2008?

Agradecer é o caralho, meu nome é zé pequeno!!!!! Agora que meus ouvidos (na verdade verdadeira foram meus olhos) receberam a informação que Jared Leto - o leite 3/4 moça (hihi) do 30 Seconds to Mars , o ator delícinha/pedaço de mal caminho/emozinho e etc - estava logo ali, na minha fuça e ao meu lado, em Florianópolis (eu estava em Balneário Camboriú).
Então eu quero que tudo se exploda e eu merecia ao menos ver um presente de Deus como esse. É isso.


PS: Último agradecimento - TÔ COM FRIO! Obrigada clima de Curitiba. Fazia muito tempo que eu não tinha essa sensação.

Stare at the Sun...

Eu cheguei.

Trago bolhas nos pés, dor no pescoço, a barriga bronzeada. Os onze dias multiplicaram-se por mil, acabei lucrando e trazendo também algumas bagagens a mais. Manuais relacionados à compreensão do pensamento (maluco) de alguns humanos, listagens sobre ‘como aprender a ter controle próprio e ser paciente, em 3 lições’. O conteúdo das bagagens é indiscutível e o pessoal daqui só espera que o aprendizado não suma, diante de novas dificuldades.

Eu poderia escrever oitenta milhões de linhas maravilhadas ou noventa milhões sobre fracasso e derivados, o que não falta aqui é assunto. E o que não falta também é preguiça, acabo ficando meio desorientada com tanta coisa. Então eu vou deixar quem faz parte da minha vida desde meus onze anos falar por mim:


“(…) I've given a lot of thought on this 13-hour drive

I missed the grinding concrete where we sat past 8 or 9

And slowly finished laughing in the glow of our headlights

I've given a lot of thought to the nights we use to have

The days have come and gone, our lives went by so fast

I faintly remember breathing on your bedroom floor

Where i laid and told you but you sweared you loved me more


Do you care if I don't know what to say?

Will you sleep tonight or will you think of me?

Will I shake this off, pretend its all okay

That there's someone out there who feels just like me

There is


Those notes you wrote me

I've kept them all

I'll give a lot of thought of how to write you back this fall

With every single letter in every single word there. (…)”