Pra sempre perdido. Era o que dizia os holofotes, quando eu parei pra olhar.
As coisas sempre parecem se transformarem só pra vestirem o meu número, como se eu precisasse disso. Na verdade acho que eu preciso de certas coisas. Preciso viver cada segundo, como se cada coisa bizarra que acontecesse fosse colocada, ali. Como se cada janela azul fosse o destino.
O problema é que é tão jogado na minha estrada. Minha vida inteira parece que foi me enfiada goela abaixo e nada soa como mérito meu, nada. E aí quando tenho qualquer oportunidade pra mudar o jogo, minhas pernas amolecem e minhas mãos ficam trêmulas. Mas já tava combinado, ao menos parece que tava.
Então se até meu medo foi imposto, te imploro que faça essa diferença. E me prove que eu estou errada... ao menos errada sobre você.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Yellow.
Minhas estampas e cores se limitam a ficar mais dentro do que fora. Minha necessidade de ler anda extremamente maior que a de escrever, então:
Run, loser, run. Por Tati Bernardi.
Um brinde aos passos minúsculos desses seres rastejantes. Andam na velocidade de uma boa notícia quando a ansiedade já extrapolou a lógica da espera.
Chega de meias bocas pra preencher profundos vazios. Meias bocas para beijar entradas inteiras. Meios beijos de respeito na testa. Meias palavras para dizer alguma coisa que, feita a análise fria, nada querem dizer.
Intenções soltas e desejos desconexos. Esse mistério todo é uma violência contra a minha inteligência. Sejamos diretos para não sermos idiotas: eu te quero. Você me quer? Não sabe? Ah, então vá catar coquinho.
Este meu rebolado colorido que descola de seu cenário pastel é quase que instintivo. Meu jeito nada sutil, apesar de ser essa a intenção, de te mostrar que há chances de ultrapassagem.
Seja inteligente, faça jus à espécie. Perceba o sinal verde, ultrapasse.
Eu não sou morna e, se você não quiser se queimar, fique na temperatura de tudo o que é posto pra fora. E bem longe de mim.
Ou venha me ajudar a ferver essa banheira. Vamos ficar cegos de vapor e vermelhos de vida. É vida que corre nos meus sentimentos e não o enjôo morno de uma vida que se vai empurrando com a barriga.
Aliás, você anda meio pançudinho.
Eu ainda quero muito. Quero às três da manhã de um sábado e não às sete da tarde de uma quarta. Vamos viver uma história de verdade ou continuar encaixando nossos medos em horários seguros?
Eu quero agora, ontem, semana passada.
Amanhã não sei mais das minhas prioridades: posso querer viajar o mundo, dormir com pijama de criança até meio-dia, pagar 500 reais numa saia amarela que eu nunca vou usar ou comer bicho-do-pé de de doceria.
Chega de ser metade aquecida, metade apreciada, metade conhecida. Chega de ser metade amada em meios horários e meio amada em histórias pela metade.
Chega de sorrir para o que não me contenta e me cobrar paciência com um profundo respiro de indignação.
Paciência é dom de amor aquietado, pobre, pela metade. Calma, raciocínio e estratégia são dons de amor que pára para racionalizar. Amor que é amor não pára, não tem intervalo, atropela.
Não caio na mesma vala de quem empurra a vida porque ela me empurra. Ela faz com que eu me jogue em cima de você, nem que seja para te espantar.
Melhor te ver correndo pra longe do que empacado em minha vida.
Run, loser, run. Por Tati Bernardi.
Um brinde aos passos minúsculos desses seres rastejantes. Andam na velocidade de uma boa notícia quando a ansiedade já extrapolou a lógica da espera.
Chega de meias bocas pra preencher profundos vazios. Meias bocas para beijar entradas inteiras. Meios beijos de respeito na testa. Meias palavras para dizer alguma coisa que, feita a análise fria, nada querem dizer.
Intenções soltas e desejos desconexos. Esse mistério todo é uma violência contra a minha inteligência. Sejamos diretos para não sermos idiotas: eu te quero. Você me quer? Não sabe? Ah, então vá catar coquinho.
Este meu rebolado colorido que descola de seu cenário pastel é quase que instintivo. Meu jeito nada sutil, apesar de ser essa a intenção, de te mostrar que há chances de ultrapassagem.
Seja inteligente, faça jus à espécie. Perceba o sinal verde, ultrapasse.
Eu não sou morna e, se você não quiser se queimar, fique na temperatura de tudo o que é posto pra fora. E bem longe de mim.
Ou venha me ajudar a ferver essa banheira. Vamos ficar cegos de vapor e vermelhos de vida. É vida que corre nos meus sentimentos e não o enjôo morno de uma vida que se vai empurrando com a barriga.
Aliás, você anda meio pançudinho.
Eu ainda quero muito. Quero às três da manhã de um sábado e não às sete da tarde de uma quarta. Vamos viver uma história de verdade ou continuar encaixando nossos medos em horários seguros?
Eu quero agora, ontem, semana passada.
Amanhã não sei mais das minhas prioridades: posso querer viajar o mundo, dormir com pijama de criança até meio-dia, pagar 500 reais numa saia amarela que eu nunca vou usar ou comer bicho-do-pé de de doceria.
Chega de ser metade aquecida, metade apreciada, metade conhecida. Chega de ser metade amada em meios horários e meio amada em histórias pela metade.
Chega de sorrir para o que não me contenta e me cobrar paciência com um profundo respiro de indignação.
Paciência é dom de amor aquietado, pobre, pela metade. Calma, raciocínio e estratégia são dons de amor que pára para racionalizar. Amor que é amor não pára, não tem intervalo, atropela.
Não caio na mesma vala de quem empurra a vida porque ela me empurra. Ela faz com que eu me jogue em cima de você, nem que seja para te espantar.
Melhor te ver correndo pra longe do que empacado em minha vida.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
This is my heart, rising as the sun will rise tomorrow.
Demorei tempo demais pra perceber que, na verdade, esse nó na garganta era opcional. Eu tava tentando abastecer minha mente de tudo aquilo que nunca me preencheu, achando que eu era fantoche de alguma coisa do além. E nada mais clichê do que estar ali, parado-sem-fazer-nada... e plin, perceber.
Perceber que a intensidade que eu tanto preciso não fugiu. Abrir os olhos e encontrar a paixão que nunca esteve perdida. Todos os ingredientes pra minha motivação nunca se quer deram uma volta no quarteirão, e eu que já tinha contratado até detetive. No final é só uma sensação de alívio, como quem estica as pernas, os braços e boceja. Sem nenhum compromisso. É a leveza que enxe o peito.
Perceber que a intensidade que eu tanto preciso não fugiu. Abrir os olhos e encontrar a paixão que nunca esteve perdida. Todos os ingredientes pra minha motivação nunca se quer deram uma volta no quarteirão, e eu que já tinha contratado até detetive. No final é só uma sensação de alívio, como quem estica as pernas, os braços e boceja. Sem nenhum compromisso. É a leveza que enxe o peito.
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