Eu não sei se te falta ar, se você (mais uma vez) tropeçou e ficou com vários roxos. Não sei se teu café queimou tua língua, tampouco se você deu bom dia pro Sol essa manhã. Não sei se o vizinho te irritou com o cortador de grama ligado, em pleno domingo e às 8 horas da manhã. E eu procurei saber. Procurei em mim, se tinha alguma informação tua pra me alegrar... Mas não encontrei. Por que a maior parte minha deixou o egoísmo de lado e quer acertar dessa vez. Quer que a felicidade volte a andar do mesmo lado que você e sabe dos sacrifícios. Do nó na garganta ao te ver passar longe e do vazio que me preenche a cada hora que passa. As sensações que me abarrotam e parecem ganhar mais força a cada segundo.
Deletei as esperanças que me levavam até você e me agarrei na única que me restou, o peso de acertar. É a necessidade em acreditar que meus passos não vão me trair amanhã e que é melhor assim. Então eu me fixo em pequenas coisas que me afastam da nossa realidade, mesmo que na maioria do tempo eu ainda pense nos seus óculos tortos. Mesmo que esse seja um dos maiores buracos que se infiltraram no meu coração.