Meio que perdi o compasso. Perdi a noção de rima e a vontade de formular as frases que tocassem teu coração e te fizessem achar minha vida tão desinteressante, que te envolve e se faz tua melhor novela.
Não quero mais que me definas diferente de todo mundo. Não quero que ache que sabe me ler, sendo que nem minha redação da escola tu não pegaste a manha. Eu não quero nada de ti.
Eu quero gritar bem alto, do fundo de cada órgão que me compõe, de cada roxo nas minhas pernas, de cada cicatriz, de cada meu. Quero ser a pessoa mais clichê que eu conheço e agradecer ao branquelo do bacon delícia que me tirou a necessidade de fantasiar o quarto cinza, a insatisfação e a vontade de me rebelar contra o que eu nem conheço. Quero contar pro mundo inteiro que há 364 dias eu joguei um bocado de coisas ruins fora e descobri que é possível amar com o coração inteirinho. Se sentindo idiota, morrendo de ciúmes, não entendendo o porquê de ser assim tão ruim ficar longe, fazer um charme infinito e o maior bico do mundo, e mesmo assim ser a pessoa mais feliz que eu conheço. Faz um ano que deixei enfeitar palavras e passei a pertencer somente a ele e à saudade.